Emergency Room, o ER3 do GPS

Muita leitura, muito estudo. Tempo de ancorar conhecimento e cultivar sabedoria.
O propósito da nossa filosofia no GPS (Governança Pessoal Sustentável) é exercitar o compromisso de fazer sempre a coisa certa – e pelas razões certas. Para aprofundar essa visão e conhecer outros conteúdos, minha página no LinkedIn está disponível em https://www.linkedin.com/in/max-basile-7414462/
Ampliar conhecimento e buscar sabedoria, com o necessário exercício do raciocínio no esforço de pensar e refletir, ativando e incrementando a capacidade neurológica, vital para a evolução humana, por definição.
Mas no final do dia, quando terminamos as nossas palestras e as nossas discussões, quais eram aquelas 4 ou 5 ideias centrais para levarmos para casa? As palavras-chave para resumir tudo e gravar: se nada mais, guardem essas?
Chegaremos a elas aqui. Vamos lá.
Interações intersubjetivas e organizações de trabalho são essenciais para a história da evolução da sociedade e são inspiradas por valores comuns e impulsionadas por motivadores biológicos e neurológicos que a propiciaram o desenvolvimento da espécie humana ao longo de milhares de anos.
Tudo isto para dizer que, o que impulsiona hoje o propósito de falar e repercutir os princípios do GPS é, mais do que nunca, o sentido de urgência de resgatar valores e ressignificar o sentido do que fazemos e a direção que, muitas vezes de modo inadvertido, estamos tomando enquanto animais sociais que somos (sim, aqui está uma menção proposital ao “Animal Social”, obra seminal de Elliot Aronson, de 1972). Assim como também, nos impulsiona a inquietante, onipresente e opressiva ansiedade coletiva, outra das epidemias contemporâneas, não por acaso diretamente correlacionada com os modelos e padrões de trabalho e consumo e a irrefreada digitalização e virtualização das relações sociais (Jonathan Haidt, no recente best seller “Geração Ansiosa”, 2024, é um bom começo de conversa).
Já falamos bastante sobre os riscos subestimados e consentidos que corremos com a IA desregulada. Dobro aqui as trincheiras da resistência com Miguel Nicolelis, o brilhante neurocientista brasileiro, há mais de 35 anos estabelecido como professor da Duke University, na Carolina do Norte, que coloca todo o seu reconhecimento e prestígio a serviço de sua análise visceral sobre o que ele define como insanidade da bolha de IA. In verbis: “a IA não é nem inteligência, nem artificial”. Uma vez mais: noves fora a marcha da sua malversação política e malgrado o óbvio benefício da aceleração de pesquisas, conexão de informações e da eliminação de mecânicas operacionais fastidiantes, o risco maior não é a mera substituição de mão de obra e obsolescência de empregos, mas o solapamento do raciocínio e da capacidade humana de pensar.
Reiteramos também nossa crítica e preocupação com a virtualização das relações sociais e humanas, com a prevalência dos padrões de consumo e a noção do trabalho como perseguição do lucro e bem estar inna dividual sobreposta à sua noção de serviço, construção, inclusão e retribuição para o conjunto da sociedade.
Há muita gente muito boa preocupada e refletindo sobre isso tudo, ao mesmo tempo, agora.
E é impressionante e entusiasmante ver como autores e obras de campos distintos e momentos diversos, se encontram na articulação de suas teses e reflexões.
Dentre inúmeras convergências, não resisto à comparação das ideias do economista Robert Reich, Professor Emérito de Política Pública na Universidade de Berkeley, ex Secretário de Estado norte-americano na administração Clinton, em seu atualíssimo e imprescindível recém lançado “Coming Up Short”, de 2025 (que completa o seu perturbador e indispensável documentário na Netflix “Saving the Capitalism”) e a improvável ressonância encontrada, em outra disciplina e por outros caminhos, mas evidente ao leitor mais atento, na filosofia do genial Simon Sinek, dos mais influentes mentores da atualidade, em toda a sua produção mas especialmente evidenciada no seu desafiador “Leaders Eat Last”, de 2019.
E tudo isso para dizer que, no propósito de convidar a essas reflexões, encontrei uma síntese prática e concreta para aterrizar muitos desses conceitos, pelo olhar daquilo que temos de mais urgente e, ao mesmo tempo, comum a todas essas linhas de reflexão e que reflete, de forma gráfica, as mensagens que convidamos a guardar ao final das nossas palestras e debates: ER3.
São apenas 3 palavras com E e 3 palavras com R, que remete a Emergency Room, neste caso “ao cubo”, que convidamos a todos para levar para casa. E sobre elas estaremos pautando nossas reflexões e diálogos, repercutindo o que, tudo o mais somado, devemos resumir como pautas urgentes, no sentido mesmo de Emergência, em nossas relações corporativas, sociais e intersubjetivas: EDUCAÇÃO, ÉTICA, EMPATIA, RESPEITO, RECONHECIMENTO E RETRIBUIÇÃO: ER3
Simples? Pelo que temos hoje, nem tanto. Mas são o conjunto da obra de um propósito que vale uma carreira inteira. E farão uma imensa diferença!
Vamos conversar?




